luz....

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

as vezes pessoas, conseguem ocupar um lugar em nosso peito!



Falo Rosenara,

Como também poderia estar falando numa Maria, Joana, Lúcia, Ana, Carolina
Na Maria de Deus,
Joana da Guerra e do Senhor,
Lucia, qualquer uma delas...
Nas “Carolinas”, todas que por aqui passarem....
Mas na verdade quero falar sobre a Rosenara.

Menina, Mulher, Mãe, Mágica.
Uma Professora Mágica,
Séria, competente, detentora das ciências do bem fazer e do bem disciplinar,
Prestigiosa, prestimosa, correta, sensata, verdadeira...
Poucas são!
E não devo ser prolixo, para enfeitar adjetivos que já são todos seus escravos...
Mas devo afirmar que és,
Amante das letras,
Guia dos Símbolos,
Cúmplice dos provérbios
Chicoteia como ninguém todas as análises,
Pobre das sintáticas.
E pela Literatura transcorre como um menino,
Que corre ao encontro das ruas banhado ao sabor do vento abençoado pelo
Rio Santa Maria que sobe a avenida e que roda as rodas dum skate qualquer... Sorrindo contra Sol, pulando por todos os lados...
FELIZ! E lá atrás grita uma sirene, um sinal, uma chamada que fica na história, que fica na lágrima, que fica na chamada mais séria, que fica sim em centenas de abraços e obrigados já recebidos, ai que dor o amor...
Coração dói viu¿
Que dor gostosa o amor,
Amor inato pelo ser humano,
De graça, pelo sorriso;
De verdade pela família, para seu homem, para sua prole, que se estendeu até nós.
É, sim, nós aqui, já carentes do teu sorriso, da tua voz calma, e da mão mestra e certeira como um arpão de um pirata que singra os mares da sapiência.
Assim eu vejo a “Ro”,
A Nara
A Rose
Mas... Só!
A Rosenara que é; e sempre será de todos nós, SÍMBOLO MAIOR de verdade, bondade, honestidade...
Quanta rima para dizer
Que saudade!


Paulo Evandro Costa!
Setembro de 2010-09-01
23h 30min.
Espero ser tão forte e belo como você o é!

domingo, 1 de agosto de 2010

Na Rodoviária



Já esperei numa rodoviária...
Amei,
Chorei,
Ridículo!
Na hora não foi.
Nas rodas que marcavam o caminho da chegada, num mesmo verso que voltada
Vi carros lotando e esvaziando-se
Gente entrando e saindo...
Risos, lágrimas, gestos fortes, abraços.
GARAGEM VAZIA
Um frio “meu algoz”, na madrugada de julho
Castigava minha espera,
Na geada desenhei; meus sonhos
No vento frio, embalei meus suspiros, meus anseios
Num transe, entre a espera e o torpor;
Amei, ou sonhei que amava.
Fiz planos,
Criei histórias, aumentei a família,
Ri, fiz contas, comprei um carro
Fiz casa e “vivemos nela”;
“meu desejo” e eu,
O “vazio” e eu.
Na rodoviária conversei, cantei...
Na rodoviária chorei
Lá eu acreditei
Que “um dia eu amei”

Entre planos, pasmos e sonhos
A noite se estendeu
Nos braços da madrugada
Os carros novamente preenchiam as garagens vazias
Eram um, dois, três,
Das onze, da meia-noite, uma, duas da manhã
Em todas as faces, todos os rostos
Desfigurados pelo breu, ou pelo toque gélido do ar
Tentei todas as caras, todas as taras...
Vindo e indo, num vice-versa qualquer...
Meus olhos não reconheceram nenhuma delas
Meu coração negava o que o olho marejado insistia em dizer
Desvendar a verdade...
Minha boca perguntou desculpas, procurou todas elas.
E o frio novamente me calou;
Frustração, vergonha, revolta, amor em desserviço
E...
Escondido no manto branco e mortuário da geada
Escondido, na madrugada, volto para o nada.
Na rodoviária amei,
Chorei,
Lá até acreditei
Que um dia eu amei...

Paulo Evandro Costa – acredito que um dia aprenderei a me amar, para poder amar e se amado