luz....

luz....

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sei sim!

Só para te mostrar,
Que eu sei fazer rima sem “amá’,
Que a vida pode ser mais feliz
E eu escolher como minha imperatriz,
O sorriso grosseiro de um menino faceiro

Que a vida
Tem ida
E vinda

Mas o que eu não posso esconder são meus sentimentos
Que atormentam meus sentidos
Eles doem
Me corroem,
Não tenho culpa se a dor
Me dá o calor
De um esconderijo
Não tão dirigido
Como assim gostaria
Como assim amaria

Mas amo o abraço de um amigo
Assim todo faceiro
Todo desnudado
Desmaterializado de rancor

Quero sim ser feliz
Mas, para com os amigos que mostro o que é ser infeliz
Chega de rimas
Chegas de imãs
Quero irmãs de alma,
De coração
Sem razão
Sem emoção
Com razão
Com emoção

Quero vocês assim
Meus tormentos
Meus argumentos
Minhas glórias e inglórias
Minhas perdas e meus ganhos
Meus amores meus detratores

Quero o verbo querer vocês; só meus,
Minha inquisição
Do fogo
Da água
Da terra
Eu vento, em meu torpor
Numa substituição de dor
Por um andor
De gargalhadas
Amarelas de um fumo qualquer
De um ”xis”
De uma coca cola,
De uma balsa de gelo num copo, engordurado
De uma música jogada fora
De uma noite colada
Desbotada
Amarratoda
Abandonada
Num dia no ido dia dos meus pensamentos
Agora sem tormentos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Carma de amor é samba de Carnaval

Nestas noites,
Com as batidas de um Carnaval qualquer,
Me vejo na avenida, sozinho,
Milhares de pessoas, milhões de desejos
Eu aqui sozinho sem você!

Meus compassos se perdem na dispersão,
Meu coração se prende como numa imensa concentração...
Meus olhos evoluem, na busca do adereço do teu corpo,
Minha harmonia vacila, quando passa pelo samba dos teus pés...

E o meu samba, se perdeu
Fico eu como numa rima que nem fica...
Minha melodia se perde no vento
Eu tento
Eu tento...
E no fim da avenida queria esperar você
Com os braços abertos, com o sorriso candente
Assim todo indecente,

Mas fico decadente, assim sem você
Quantos “vocês” ainda terei de dizer,
Para que você me entenda, me compreenda me atenda
Me adote nos teus braços, me faça filho da tua alma
Amante do teu corpo
Cúmplice dos teus desejos
Carma da tua cama

(REFRÃO)
Meu amor é como menino
Minha alma só canta teu hino
Meu anjo, meu menino, meu sorriso
Preciso de você,
Só de você
Só com Você
Seqüestro de novo meu juízo
Meu coração queria ter fugido

Fecho os meus olhos e vejo minha fantasia
Minha evolução é te encontrar
Minha amargura é te amar,
Ver-te e não te ter!
Assim como num fim
Volto para o barracão das minhas ilusões
Te deixo nas ruas, todas nuas;
E aqui, sozinho,
Abraço as dores do meu coração.

sábado, 5 de março de 2011

Estarei aqui

Ontem vi você,
Tão lindo tão homem, menino, velho conhecido do meu coração.
Vi você abraçando todos os abraços,
Beijando todas as faces,
Tão cavalheiro, tão gentil, tão você.

E eu no palco estava,
Até então, eu era luz,
Era a maestria,
Dono das chaves do conhecimento,
E você chegou derrubando tudo, quebrando tudo, tomando posse de tudo que é meu.

Sem nenhuma violência,
Sem nenhum sinal de força,
Sem nada empurrar, nem invadir
Apenas entra nos locais e simplesmente cumprimenta o que é teu e sorri.

E eu via você vindo em minha direção sobre olhos atentos de todos
Nuvens de desconfiança... Será¿
Eu também pergunto. Será¿
Não sei!

Só sei que foi tão único abraçar você,
Sentir de novo teu cheiro,
Teu beijo, como que de costume em torno de meu pescoço,
Isto me inebria, me envergonha, fico exposto com uma flor de lótus na luz da lua...

Queria que não acabasse,
Mas o tempo te leva de novo embora,
Outros sentem tua falta, te dão adeus voluntário e costumeiro,
Eu!
Eu vendo tua lágrima, tua face cabisbaixa, tua saída...
Fico morto, zumbi das tristezas,
Lázaro de todas as dores
Como numa alma, lambida pelo limbo
Espero meu redentor, brilhar novamente no Sol de seu sorriso
E me levar para a vida...
Sei que um dia voltarás!


E eu estarei aqui!

Hoje, ontem, amanhã sempre

Hoje, briguei com você,
E você nem viu;
Na verdade nem me percebeu.
Disse todas as verdades escondidas,
Delatei todos os sentimentos,
Quis gritar LIBERDADE
Liberdade deste amor,
Desta vontade de posse,
Deste ódio da impotência
Hoje briguei com você,
E você muito menos...
Nem bola,
Nem aí, para mim...
E eu fiquei triste.

Ontem você me contou;
A história da tua ausência por alguns amanhãs,
Explicou-me das saudades amiga que iria sentir
Ontem você me deu um breve adeus,
E a promessa de logo nos vermos,
Para pularmos nas ruas
Um carnaval qualquer...
E se foi, me deixando um abraço, suado, cheiros, gostoso...

Hoje eu briguei com você,
E não adiantou,
Porque lá não estava...
Tua ausência me inebria como álcool
Embriaga-me como num porre de solidão,
Tua ausência me faz chorar lágrimas sem platéia,
Tua falta me entorpece, anestesia,
Eu mumifico meus pensamentos, para não perdê-los na eternidade
Para não esquecer
Para não ter que sofrer tudo de novo.

Amanhã você será festejado,
Aplaudido, por todas as convenções,
Eu não estarei lá,
Vergonha que todos percebam o meu coração exposto,
Meus olhos brilhando por você todo Sol,
Medo, de ti, medo de mim!
Seja feliz, você merece.
Porque, sei;
Não faço parte deste espetáculo;
Tua vida.
Fico aqui, colhendo minha safra de amarguras e incertezas e as coloco na branca tela
De uma tecnologia qualquer...
Às vezes fico “on”, quase sempre estou “off”,
Me desligo pensando em você.

Amanhã sempre
Repetirei tudo novamente,
Amanhã sempre.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Meu nome...





Ontem tive a felicidade como minha profetiza, por muitos e poucos momentos,
Naquele palco, naquela sala,
Fui feliz por algumas horas,
Tive você correndo, tive você sorrindo, tive você...
Meigo,
Alegre,
Homem,
Moleque,
Livre...
Mas por apenas algumas horas,
E eu feliz e aflito, contava as horas,
Criava artimanhas, ridículas, e dolorosas, só para estender o que já estava no fim.
Fugia dos minutos, me atormentava com os segundos.
Porque sabia, que todos eles iriam passar,
E você iria embora junto deles;
E eu, como sempre juntaria meus cacos, colaria meus retratos, recolheria meus pedaços;
Levantaria minha pesada cabeça, secaria meus olhos...
Apagaria as luzes e iria também embora,
Não numa boa hora,
Mas só embora...
Sem você, sem teu sorriso, sem teu abraço, tua cumplicidade,
Queria, e quero que todo o momento que transpiro emoção perto de ti, seja eterno,
E parafraseando o poeta
“... eterno enquanto dure...”
Tenho pavor de repetir estas palavras,
Porque elas soam para mim, como sentença de infelicidade,
De infidelidade, de sombras, de rancor,
De solidão.
De maldição.
De sina.
Por mais que eu consiga sugar de você toda a alegria, todo o carinho possível é muito pouco,
É insuficiente para uma alma atormentada pela solidão.
Não quero que o dia raie,
Não quero que a noite adormeça,
Não quero eu deitar...
Não quero eu dormir,
Não quero a verdade!
Obrigar-me, me forçar a dormir
Porque vou dormir só, apagarei as luzes só.
E só não quero ser.
E infelizmente tenho que repetir todos os dias, todas as noites todos os sonhos e todos os sonos...
Repetir meu nome em alto e bom som.
... É o meu nome! É no que sempre posso me segurar!
Em mim...